As fiscalizações com bafômetro resultaram em 452 autuações de motoristas em Campinas entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas).
Do total, 437 motoristas foram multados por se recusarem a fazer o teste do bafômetro, enquanto outros 15 tiveram a infração registrada por dirigir sob influência de álcool.
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No período, foram realizados 15,4 mil testes com bafômetros passivos em operações de fiscalização. Foram abordados 10,6 mil motoristas de carros, quase 4,7 mil motociclistas e 55 condutores de outros tipos de veículos.
A recusa ao bafômetro aparece como a terceira infração mais encontrada nas blitze realizadas em Campinas neste ano, representando 7,6% das autuações (veja todas as infrações abaixo).
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Como funciona o teste
Os 15,4 mil testes contabilizados pela Emdec correspondem à primeira triagem, realizada com o chamado bafômetro passivo.
Quando o equipamento aponta a presença de álcool, o motorista é submetido ao bafômetro ativo, responsável por medir a concentração de álcool no ar expelido pelos pulmões. É nesta segunda etapa que, segundo a Emdec, costumam ocorrer as recusas.
Tanto dirigir sob influência de álcool quanto se recusar a fazer o teste são infrações gravíssimas, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH por 12 meses.
Quando o resultado é igual ou superior a 0,34 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, o motorista também pode responder por crime de trânsito, com pena de seis meses a três anos de detenção, além de multa e suspensão ou proibição de obter habilitação.
Licenciamento vencido lidera infrações
Ao todo, mais de 5,7 mil infrações foram identificadas em 156 blitze integradas entre Emdec, Polícia Militar e Guarda Municipal realizadas até agosto.
O licenciamento irregular foi a ocorrência mais comum, com 784 autuações. Na segunda posição aparecem problemas no escapamento, com 610 registros.
Veja as dez infrações mais encontradas:
- Licenciamento irregular: 784;
- Escapamento defeituoso, ineficiente, inoperante ou sem silenciador: 610;
- Recusa ao teste do bafômetro: 437;
- Pneu em mau estado de conservação: 424;
- Sistema de iluminação alterado: 399;
- Motorista sem cinto de segurança: 358;
- Condutor sem habilitação: 315;
- Veículo sem equipamento obrigatório: 233;
- Placa em desacordo com normas do Contran: 213;
- Placa sem legibilidade: 177.

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Motos concentram mais da metade das autuações
Os motociclistas foram responsáveis por mais de 3 mil das infrações identificadas nas blitze, quase 54% do total. Outras 2,5 mil autuações, ou 44%, envolveram automóveis.
No período, quase 9 mil veículos foram abordados, sendo 5,3 mil motocicletas, 3,5 mil carros e 28 veículos de outros tipos.
As fiscalizações também resultaram na remoção de mais de mil veículos ao pátio, sendo 678 motocicletas e 411 carros.
Álcool e falta de habilitação aparecem em mortes
Algumas das condutas identificadas nas blitze também aparecem entre os fatores de risco apontados em acidentes fatais ocorridos nas vias urbanas de Campinas.
Segundo os dados da Emdec, três mortes registradas em 2026 tiveram o álcool na direção como um dos fatores de risco. A falta de habilitação apareceu em cinco mortes e a ausência de capacete em duas.
Em 2025, foram identificados 21 óbitos relacionados ao álcool na direção na cidade de Campinas, dez à falta de habilitação, dois à ausência de capacete e dois ao não uso do cinto de segurança.
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