A Fiat confirmou que a versão nacional do europeu Grande Panda será batizada de Argo X e conviverá nas concessionárias com a atual geração do hatch. É uma repetição de uma estratégia antiga da marca, que mais recentemente foi usada com o Argo e o Palio Fire. O lançamento do novo hatchback é esperado para setembro.
Como adiantado por nossos colegas do Autos Segredos, o Argo X recebe um nome diferente para se diferenciar do Argo atual e conviver nas lojas. A primeira geração passará a ser vendida apenas na configuração Urban, equipado com os motores 1.0 e 1.3 CVT, atuando como opção de entrada ao lado do subcompacto Mobi.
O projeto consome parte do investimento de R$ 14 bilhões destinado à renovação da fábrica de Betim (MG), que completa 50 anos e hoje é responsável por absorver 40% do volume global da montadora.
Embora preserve as estampagens da carroceria do Grande Panda europeu, a engenharia brasileira aplicou adaptações estéticas no Argo X. O nome do modelo cravado na base das portas foi eliminado e a traseira perdeu a assimetria original, recebendo a logomarca centralizada na tampa do porta-malas.
A grade dianteira mantém a divisão em três partes, mas abandona as linhas contínuas do irmão europeu para adotar a insígnia da empresa no centro. O sistema de iluminação varia conforme o preço: os faróis utilizam lâmpadas halógenas nas versões de entrada, enquanto as lanternas traseiras trazem iluminação em led para todo o catálogo.
A cabine acompanha a padronização do grupo Stellantis, recorrendo a uma estrutura de painel que também equipará os futuros SUVs da marca e a nova geração da picape Strada. As telas agrupadas na mesma moldura replicam o infotenimento de modelos da Peugeot e do Jeep Avenger. O quadro de instrumentos varia entre um visor de 3,5″ e uma tela digital de 10″ nas configurações mais caras, que também herdam o volante e o console central do Fiat Pulse.

Na parte mecânica, o Argo X deve ser vendido com duas opções de motorização. As versões Drive e Audace utilizam o motor 1.0 aspirado de três cilindros, que entrega 75 cv e 10,7 kgfm com etanol, sempre atrelado ao câmbio manual de cinco marchas. O conjunto privilegia o baixo custo de manutenção e foca estritamente no volume de vendas.
A evolução técnica concentra-se nas configurações Audace Plus e Impetus, que estreiam o sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts acoplado ao motor 1.0 turboflex. Para se adequar aos novos limites de emissões, a calibração reduziu a potência máxima para 116 cv, mas o torque se manteve em 20,4 kgfm. O câmbio continua sendo o automático CVT com simulação de sete marchas.
Para justificar o posicionamento de mercado e isolar o modelo dos concorrentes, a oferta de equipamentos precisou subir. O Argo X promete ser o veículo mais seguro já fabricado na unidade mineira, entregando seis airbags de série em todas as versões. A marca também incluiu assistentes avançados (ADAS) desde o pacote básico, como alerta de faixa, detector de fadiga e frenagem autônoma de emergência. A ausência sentida, porém, fica para o controle de cruzeiro adaptativo (ACC), que não foi integrado ao catálogo.
O lançamento comercial do Argo X ocorre em setembro de 2026. A fabricante estipula uma faixa de preços que deve partir de R$ 90.000 nas versões manuais, o que coloca o crossover em confronto com o Chevrolet Onix e o Volkswagen Polo Track. No topo da gama, os valores devem encostar nos R$ 110.000, invadindo o território das opções de acesso do próprio Fiat Pulse.
