A GWM anunciou nesta terça-feira (30) que terá uma segunda fábrica no Brasil. O novo complexo ficará em Aracruz, no Espírito Santo, e será preparado para montar veículos híbridos, elétricos e a combustão, com a promessa de gerar 9.000 empregos diretos na região. O primeiro carro a ser produzido no local já foi escolhido: será o Ora 5, SUV elétrico recém-lançado no mercado brasileiro.
A instalação da marca no litoral capixaba acontece por aproveitar o porto na cidade, que já é utilizado pela GWM para trazer tanto carros prontos quanto desmontados para serem feitos em Iracemápolis (SP). A segunda fábrica elimina o trabalho logístico de transporte das peças, agilizando a montagem.
A GWM diz que será a primeira fábrica com uma plataforma industrial multienergia, permitindo fazer tanto carros a combustão quanto híbridos e elétricos. Segundo a empresa, isso traz a vantagem prática de evitar a ociosidade do maquinário. Em momentos de queda na procura por veículos a bateria, a fábrica consegue redirecionar a capacidade produtiva para a montagem de modelos híbridos ou a combustão tradicional.
O complexo capixaba faz parte do ciclo de investimentos de R$ 10 bilhões até 2032 anunciado anteriormente pela GWM para o Brasil. A estimativa é que o local receba um aporte de aproximadamente R$ 4,6 bilhões e comece a operar em 2029. A primeira fase prevê a montagem de até 100.000 unidades anuais, que será ampliada para 200.000 mil unidades por ano a partir de 2030.

Nacionalização do Ora 5
Além da nova fábrica, a GWM anunciou que o Ora 5 está confirmado como um dos primeiros produtos a sair das esteiras da nova unidade. Embora não fale sobre o SUV ou outros possíveis modelos, a escolha do Ora 5 está bem alinhada com a proposta de ter uma linha de montagem multienergia. O veículo chinês estreou no Brasil na versão elétrica, mas também possui configurações com sistema híbrido e motor a combustão puro. A montagem local abriria as portas para a estreia destas configurações, apesar da fabricante não confirmar a estreia dessas variantes.
Posicionado um degrau acima do atual Ora 03, o modelo atualiza o conjunto mecânico e corrige falhas criticadas em outras linhas, como a dependência excessiva de comandos em telas táteis. O motor elétrico entrega 171 cv e 25,5 kgfm, o que garante acelerações rápidas e agilidade no trânsito urbano.
Na fita métrica, o novo projeto atinge 4,30 m de comprimento (ganho de cinco cm em relação ao antecessor), resultando em um vão livre mais confortável para as pernas no banco traseiro. O porta-malas abriga 350 litros, capacidade idêntica à de um Jeep Renegade.
