O Honda City 2027 foi flagrado sem camuflagem na Índia pouco antes de sua apresentação oficial, marcada para o próximo dia 22 de maio. As imagens publicadas pelo site Autocar India revelam uma dianteira redesenhada, além de novas rodas. No entanto, este ainda não será o modelo produzido em Itirapina (SP), que terá identidade visual diferente da variante asiática para atender ao gosto do consumidor local, conforme apurado pelo site Autos Segredos.
A foto da dianteira revela que o City 2027 terá uma leve inspiração no Prelude, com uma frente mais pronunciada. O logo da Honda sairá da grade para ficar acima da entrada de ar, em um pequeno espaço antes do capô. A grade adota um padrão de colmeia, enquanto os faróis aparentam ser full led.
De volta à grade, ela ficará mais integrada aos faróis. Para isso, os designers incluíram um prolongamento em preto abaixo das luzes, criando uma linha contínua com a entrada de ar. Os faróis também mudaram, ficando mais pontiagudos.
O para-choque adota novas passagens de ar onde normalmente ficavam os faróis de neblina, e a abertura central foi redesenhada. Ainda foi adicionada uma linha preta ligando as duas partes.
Embora o flagra asiático adiante parte da renovação, a engenharia brasileira trabalha em uma solução estética exclusiva para o mercado nacional. Imagens do modelo camuflado em testes no Brasil, registradas pelo perfil @placaverde, indicam que o sedã fabricado no interior de São Paulo terá elementos em comum com o visto na Índia, como a nova grade, os faróis redesenhados e a frente mais longa. Alguns detalhes podem mudar no City nacional, como o para-choque.
Essa estratégia de diferenciação visual é um movimento atípico para a Honda, que costuma aplicar mudanças globais discretas em seus ciclos de atualização. O objetivo da marca é conferir um aspecto mais agressivo ao City, buscando um reposicionamento dentro da gama para enfrentar rivais como VW Virtus e Hyundai HB20S.
Diferente da atualização estética, a parte mecânica não passará por alterações significativas. O Honda City 2027 continuará equipado com o motor 1.5 aspirado com injeção direta de combustível. Esse propulsor, de quatro cilindros, entrega 126 cv a 6.200 rpm, operando com a mesma potência tanto com etanol quanto com gasolina.
O torque máximo é de 15,8 kgfm quando abastecido com etanol, e 15,5 kgfm com gasolina, atingidos a 4.600 rpm. O gerenciamento dessa força permanece a cargo da transmissão automática do tipo CVT, que possui programação para simular sete marchas e oferece aletas atrás do volante para trocas manuais nas versões mais caras.
As modificações nos para-choques devem resultar em um leve acréscimo nas dimensões externas. O comprimento total deve passar dos atuais 4,54 m para cerca de 4,57 m (3 cm extras), enquanto a largura de 1,74 m e a altura de 1,47 m serão preservadas. A plataforma não sofre mudanças estruturais, mantendo o entre-eixos de 2,60 m, bem como o porta-malas de 519 litros.

Na cabine, as novidades serão pontuais. A Honda limitará as mudanças a novos padrões de revestimento para os bancos e possíveis atualizações no acabamento do painel.
A linha 2027 trará um reforço na lista de itens de série, especialmente na configuração de entrada LX. Ele deve adotar chave presencial com partida por botão em todas as versões. Atualmente, a LX é a única que utiliza freio de estacionamento mecânico por alavanca, rodas de 15″ e ar-condicionado manual, itens que podem ser revistos na atualização.
Na Índia, fala-se de novos equipamentos como bancos elétricos com função de ventilação, uma tela de 10,25″ para a central multimídia e câmera 360° como item opcional.
No quesito segurança, o pacote Honda Sensing seguirá como o principal diferencial, oferecido desde as versões mais acessíveis. O sistema engloba controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem autônoma de emergência. Esses recursos trabalham em conjunto com os seis airbags de série e os controles de tração e estabilidade obrigatórios.
A chegada do novo Honda City 2027 às concessionárias brasileiras é prevista para o segundo semestre de 2026. Até o momento, apenas a carroceria sedã foi vista em testes de rodagem. Os preços devem sofrer reajustes graduais, mantendo a competitividade em uma faixa que hoje varia entre R$ 117.500 e R$ 153.200.
