
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta sexta-feira, 15, que Pequim e Washington concordaram em ampliar o comércio bilateral “sob uma estrutura de redução tarifária recíproca”. O comentário contradiz declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que tarifas não haviam sido discutidas em sua reunião com Xi Jinping em Pequim.
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Em comunicado divulgado após a visita de Estado de Trump à China, Wang disse que os dois lados alcançaram “resultados positivos e equilibrados” na área comercial e concordaram em continuar implementando consensos anteriores das negociações econômicas.
Ele também confirmou a criação de conselhos bilaterais de Comércio e de Investimentos, além da intenção de avançar na resolução de disputas sobre acesso agrícola aos mercados.
“O relacionamento econômico e comercial China-EUA tem como essência benefícios mútuos e ganhos compartilhados”, afirmou Wang, acrescentando que “a negociação em igualdade é a única escolha correta” diante de divergências e atritos comerciais.
Mais cedo, Trump havia afirmado a jornalistas no Air Force One que não discutiu tarifas durante suas conversas com Xi, apesar de anunciar acordos envolvendo compras chinesas de aviões da Boeing e soja norte-americana.
O chanceler chinês também confirmou que Xi aceitou convite para realizar uma visita de Estado aos EUA no outono do Hemisfério Norte, a convite de Trump. Segundo Wang, os dois líderes concordaram em estabelecer uma nova diretriz para as relações bilaterais, descrita como uma “relação construtiva de estabilidade estratégica”.
De acordo com o ministro, o conceito prevê cooperação predominante entre as duas maiores economias do mundo, competição “moderada e saudável”, controle das divergências e compromisso com coexistência pacífica. “Confronto é um desastre tanto para os dois países quanto para o mundo”, afirmou.
Wang disse ainda que China e EUA são economias profundamente interdependentes e que não podem se separar. O chanceler destacou que Xi afirmou a empresários americanos presentes na visita que “as portas da abertura da China ao mercado só ficarão cada vez mais abertas”.
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