sampanews.com
  • Cidades
  • Mundo
  • Política
  • Negócios
  • Esporte
  • Saúde
  • Cultura
  • Tecnologia
  • Auto

O que você está procurando?

Auto Cidades Cultura Economia Esporte Mundo Negócios

Recente

Filme de Bolsonaro recebeu financiamento de R$ 65 milhões de Vorcaro, do Caso Master
13 de maio de 2026
Boulos: mandato de Flávio Bolsonaro no Senado tem que ser cassado
13 de maio de 2026
Justiça multa advogadas que usaram IA para manipular processo
13 de maio de 2026
Alesp rejeita suspender mandato de Lucas Bove por violência de gênero
13 de maio de 2026
quarta-feira, maio 13, 2026
Top Posts
Filme de Bolsonaro recebeu financiamento de R$ 65...
Boulos: mandato de Flávio Bolsonaro no Senado tem...
Justiça multa advogadas que usaram IA para manipular...
Alesp rejeita suspender mandato de Lucas Bove por...
Programa Bolsa-Atleta 2026 abre inscrições com benefícios de...
Estúdio de GTA 6 é investigado por demissão...
Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico ultraconservador
Taxa das blusinhas pode voltar? Confira o que...
Ronaldo Caiado: ‘Botar e tirar’ taxa das blusinhas...
Câmara de Bragança Paulista aprova mudanças em alvará...
sampanews.com
Banner
  • Cidades
  • Mundo
  • Política
  • Negócios
  • Esporte
  • Saúde
  • Cultura
  • Tecnologia
  • Auto

O que você está procurando?

Auto Cidades Cultura Economia Esporte Mundo Negócios

Recente

Filme de Bolsonaro recebeu financiamento de R$ 65 milhões de Vorcaro, do Caso Master
13 de maio de 2026
Boulos: mandato de Flávio Bolsonaro no Senado tem que ser cassado
13 de maio de 2026
Justiça multa advogadas que usaram IA para manipular processo
13 de maio de 2026
Alesp rejeita suspender mandato de Lucas Bove por violência de gênero
13 de maio de 2026
sampanews.com

O que você está procurando?

Auto Cidades Cultura Economia Esporte Mundo Negócios

Recente

Filme de Bolsonaro recebeu financiamento de R$ 65 milhões de Vorcaro, do Caso Master
13 de maio de 2026
Boulos: mandato de Flávio Bolsonaro no Senado tem que ser cassado
13 de maio de 2026
Justiça multa advogadas que usaram IA para manipular processo
13 de maio de 2026
Alesp rejeita suspender mandato de Lucas Bove por violência de gênero
13 de maio de 2026
sampanews.com
  • Cidades
  • Mundo
  • Política
  • Negócios
  • Esporte
  • Saúde
  • Cultura
  • Tecnologia
  • Auto
Copyright 2026 - Todos os Direitos Reservados

Programa de mães acolhedoras transforma a vida de crianças afastadas da família

por SampaNews 10 de maio de 2026
10 de maio de 2026
8

Ela chegou ainda bebê sem aceitar colo, banho ou carinho. Chorava quando alguém tentava tocá-la. Não tomava mamadeira no colo e estranhava qualquer demonstração de afeto. Hoje, a criança que vive temporariamente com a família da médica veterinária Lauceli Sulzbach corre pela casa, faz birra para ganhar abraço e ama conversar.

“Ela passou os primeiros meses da vida dela num abrigo. Então, quando ela chegou, ela não abraçava. Ela até chorava. Todo o toque com ela foi muito difícil”, lembra Lauceli. “Agora não. Agora ela ama, adora ficar no colo, reclama se a gente não pega ela. Ela quer sempre estar junto.”

Neste Dia das Mães, celebrado neste domingo (8), histórias como a de Lauceli ajudam a mostrar uma forma diferente — e pouco conhecida — de maternidade: a das mães acolhedoras. Em Campinas, famílias voluntárias recebem temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por situações de violência, negligência ou abandono.

O acolhimento funciona como uma alternativa aos abrigos institucionais. Durante esse período, a criança passa a viver na casa da família acolhedora até que possa retornar à família biológica, ser encaminhada para parentes ou seguir para adoção.

Mais do que oferecer abrigo, essas famílias oferecem rotina, afeto, segurança e pertencimento em um momento decisivo da vida dessas crianças e adolescentes.

Na metrópole, segundo a secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, cerca de 500 crianças e adolescentes vivem atualmente em serviços de acolhimento. Segundo a pesquisadora convidada do NEEP (Núcleo de Estudos de Políticas Públicas) da Unicamp, Jane Valente, estudos mostram que, a cada ano vivido em uma instituição, a criança perde cerca de quatro meses no desenvolvimento. Para ela, o cuidado individualizado e os vínculos afetivos construídos dentro de uma família fazem diferença direta no desenvolvimento emocional e social dessas crianças.

Desde o início das atividades do programa Família Acolhedora, em 1997, 521 crianças e adolescentes já passaram pelo acolhimento familiar na cidade – conheça mais sobre o serviço abaixo.

“A gente entendeu que conseguiria fazer o melhor para a criança”

Lauceli entrou para o programa em 2016, depois de descobrir o serviço por acaso em um folder encontrado em uma loja de Campinas. Na época, os dois filhos biológicos ainda eram pequenos, mas o desejo de maternar permaneceu.

“Eu sempre quis ter cinco filhos. Nós tivemos dois e paramos por aí. Então a ideia de adoção, de acolhimento, sempre teve na nossa cabeça.”

Hoje, ela e o marido já acolheram cinco crianças.

Na prática, a rotina da família acolhedora se mistura à de qualquer outra casa com crianças. Há horários de banho, alimentação, consultas médicas, brincadeiras e noites mal dormidas.

Ela conta que a criança acolhida atualmente chegou sem conseguir sentar, engatinhar ou se movimentar com facilidade. O desenvolvimento veio aos poucos, estimulado dentro da convivência familiar.

“Ela aprendeu a andar, ela está falando, tudo enrolado, mas conversando e falando e se comunicando.”

Para Lauceli, o acolhimento familiar permite que a criança receba atenção individualizada e construa vínculos afetivos que fazem diferença no desenvolvimento emocional.

A veterinária explica que, em instituições, a rotina precisa atender muitas crianças ao mesmo tempo, o que dificulta um cuidado mais próximo e personalizado.

“No abrigo, tudo precisa seguir horários e atender todo mundo junto. Já na família acolhedora, a gente consegue perceber quando a criança está com sono, quando precisa de colo, de carinho ou de atenção. Cada criança é cuidada de forma única.”

Segundo ela, as crianças costumam chegar “de uma maneira fria”, mas saem mais alegres, tranquilas e felizes. Para a acolhedora, o que transforma é o amor e o acolhimento, além do aconchego que elas encontram no abraço materno.

“Eu acredito que o amor é o que transforma, o amor e o acolhimento, esse aconchego que eles sentem no nosso abraço como mãe, que faz toda a diferença na vida deles. E na nossa, claro”,

afirmou.

Criança chegou ainda bebê sem aceitar colo, banho ou contato físico e hoje vive em uma família acolhedora em Campinas, onde apresenta mudanças no comportamento e no vínculo afetivo (Foto: Freepik)

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.

A dor da despedida e o entendimento de que o amor continua

Entre todos os acolhimentos vividos por Lauceli, um marcou profundamente sua trajetória como mãe acolhedora.

Uma criança chegou à casa dela ainda nos primeiros meses de vida e permaneceu ali por mais de um ano. Como o acolhimento familiar é temporário — até que a criança volte para a família de origem, seja encaminhada para parentes ou adotada — chegou o momento da despedida.

“Foi o primeiro acolhimento longo que a gente teve. Quando ele foi embora, nossa, foi devastador.”

Meses depois, ela o reencontrou na rua com a mãe adotiva.

Na cabeça dela, aquele seria um reencontro emocionante, digno de novela. Mas aconteceu o contrário.

“Eu achei que seria uma cena em câmera lenta, um correndo para o outro. Mas quando eu soltei o cinto do carrinho, ele escorregou e correu para a mãe dele.”

Com o tempo, a dor deu lugar à compreensão sobre o verdadeiro papel da família acolhedora.

“Ali eu senti que realmente tinha feito minha tarefa. Ele foi bem cuidado aqui e seria bem cuidado lá. Ele só transferiu esse amor. Quando vai embora, é triste, é um luto realmente que a gente vive. Mas, como mãe, a gente quer o bem para o filho”.

criança
Famílias acolhedoras relatam que o acolhimento envolve também o desafio da despedida, já que a permanência da criança é temporária (Foto: Freepik)

Um primeiro Dia das Mães marcado pelo acolhimento

A professora Bruna Aparecida Silvério vive neste ano o primeiro Dia das Mães como mãe acolhedora — e também sua primeira experiência materna.

O desejo de participar do programa surgiu anos atrás, quando ainda morava em Guarulhos. Na época, pesquisou sobre o serviço, mas a rotina não permitia assumir o compromisso. Ainda assim, a vontade permaneceu.

“Eu sentia um intenso desejo de maternar, de cuidar, mas ainda não estava certa de que seguir o caminho natural para a maternidade era o que eu gostaria de fazer no momento.”

Foi então que decidiu se tornar família acolhedora em Campinas. Segundo ela, o que mais a encantou no programa foi a possibilidade de fazer parte da história de uma criança, oferecendo amor, cuidado e acolhimento em um momento sensível da vida deles.

Enquanto vive a rotina com a criança acolhida, ela tenta guardar cada descoberta e conquista. Os momentos especiais são registrados em um livro que acompanhará seu desenvolvimento no futuro.

“Assim como as mães educam seus filhos para enfrentar o mundo, nós educamos para que essas crianças saibam que são amadas, que merecem ter seus direitos respeitados e assim, sintam-se seguras para viver essas transformações e desafios que se apresentarem em suas vidas.”

Para Bruna, o acolhimento familiar representa uma oportunidade de transformação tanto para quem acolhe quanto para quem é acolhido.

Ela acredita que, para crianças afastadas da família, viver temporariamente em um lar pode representar a chance de experimentar proteção, afeto e segurança em um momento decisivo da vida.

“Para bebês, crianças e adolescentes é uma oportunidade de ter com quem contar em um momento difícil, ter uma família que te proteja, ame e cuide, que entenda e colabore com as suas necessidades de formas individualizada e afetuosa.”

Neste primeiro Dia das Mães como mãe acolhedora, a professora descreve o momento como uma mistura de gratidão, amor e intensidade.

“Tenho um sentimento de inenarrável gratidão por poder vivenciar essa experiência de maternar, de estar presente na vida da nossa criança hoje, dando colo, dengo, afeto.”

Mesmo sabendo que o acolhimento é temporário, ela tenta viver cada instante ao lado da criança.

“Vivo esse momento com intensidade de quem não sabe se terá um próximo Dia das Mães ao lado dela.”

Ainda assim, acredita que os vínculos construídos agora acompanharão a criança pela vida inteira.

“As memórias que estamos construindo juntas serão suporte para que ela reconheça amor, segurança e felicidade com a família que a acompanhará pela vida toda.”

african american baby lying bed having legs massage home 2026 05 09 11 17 23
A rotina das famílias acolhedoras inclui cuidados diários como alimentação, consultas médicas, brincadeiras e acompanhamento do desenvolvimento das crianças (Foto: Freepik)

LEIA TAMBÉM: Hopi Hari tem entrada gratuita para mães até o fim de maio

O bem-estar da criança precisa ser uma responsabilidade coletiva

A experiência como mãe acolhedora também mudou a forma como Bruna enxerga a maternidade fora de casa.

Ela afirma que passou a refletir mais sobre a maneira como a sociedade encara o cuidado com crianças e como essa responsabilidade costuma recair principalmente sobre as mulheres.

“Hoje reflito ainda mais sobre a forma em como nos organizamos enquanto sociedade, na qual muitas vezes não enxergamos o bem-estar da criança como uma responsabilidade coletiva e fundamental, sobrecarregando principalmente as mulheres, que inúmeras vezes abrem mão de seus objetivos para exercer funções de cuidado.”

Para Bruna, essa transformação pessoal também reforçou a importância de políticas públicas voltadas à primeira infância e ao cuidado materno.

“Também me transformo em uma cidadã que valoriza ainda mais a promoção de políticas públicas que favoreçam o cuidado com a primeira infância e com as mães.”

closeup hands baby mom grandmother 2026 05 09 11 17 30
Bruna afirma que o cuidado com crianças ainda recai, em grande parte, sobre as mulheres, que muitas vezes abrem mão de objetivos pessoais para assumir funções de cuidado (Foto: Freepik)

Cada ano em instituição pode significar quatro meses de atraso no desenvolvimento

Para a pesquisadora visitante convidada do NEEP da Unicamp, Jane Valente, o acolhimento familiar é um elemento central para o desenvolvimento emocional e social de crianças e adolescentes.

“Toda criança necessita de relações de apego e vínculo com adultos cuidadores para um desenvolvimento harmonioso. Hoje muitos estudos e pesquisas comprovam como o cuidado individualizado na família e na comunidade é imprescindível e, principalmente na primeira infância”,

afirma.

A pesquisadora ressalta ainda que esse impacto se estende ao longo da vida. “Toda a construção desse período da vida influenciará no adulto futuro”, diz. Para ela, há consenso entre estudos recentes de que quanto mais cedo esse cuidado acontece, maiores são os benefícios — embora isso não signifique que intervenções posteriores deixem de ter valor.

“Toda criança e adolescente que precisa sair de sua família deve ter outra família que ofereça respostas seguras às suas necessidades”,

conclui.

Jane também cita pesquisas internacionais que mostram perdas no desenvolvimento infantil associadas à permanência prolongada em instituições.

“Hoje, baseado em evidências científicas, a cada ano que uma criança vive em uma instituição, perde quatro meses em seu desenvolvimento. Na instituição existe prejuízo na socialização e preparação para o mundo adulto”

Para ela, a família acolhedora oferece algo que o cuidado coletivo não consegue proporcionar.

“Cuidados coletivos não atendem às reais necessidades da espécie humana. Se uma criança não pode crescer em sua família e os cuidados coletivos não são desejáveis, o melhor é crescer em outra família na qual pode desaprender (o medo, ameaças, desorganização, falta de reciprocidade) e aprender (proteção, afeto, cuidado, estímulo)”.

side view kid kid playing with eco toys 2026 05 09 11 16 51
Pesquisadora do NEEP/Unicamp afirma que o cuidado individualizado e os vínculos afetivos são fundamentais para o desenvolvimento emocional e social na infância (Foto: Freepik)

“Ele veio pronto”

Uma das histórias mais marcantes relatadas por Lauceli ajuda a explicar, na prática, o impacto do acolhimento familiar.

Ela conta que uma amiga adotou primeiro uma criança que havia crescido em abrigo institucional. Anos depois, adotou outra, desta vez vinda de uma família acolhedora.

A diferença, segundo a amiga, era evidente. Ela relatou que a primeira criança demorou a aceitar abraços e demonstrações de carinho. Somente depois de cerca de um ano começou a se sentir segura.

Já a criança vinda de uma família acolhedora, segundo ela, se adaptou rapidamente.

“A frase que ela me falou foi muito marcante: ‘Lau, ele veio pronto.’”

Para Lauceli, a explicação está justamente na vivência familiar.

“Ele sabia o que era carinho, sabia a hora de dormir, se sentia seguro. Então, o acolhimento familiar faz toda a diferença. É muito importante. É uma situação que nos alegra o coração de entender, de participar e de fazer a diferença na vida dessas crianças”.

“Vale a pena, mesmo com o medo da despedida”

As experiências de acolhimento familiar são atravessadas por afeto, desafios e despedidas que sempre chegam, mas também por mudanças profundas na forma de ver o mundo e de viver as relações. Para as mães acolhedoras Lauceli e Bruna, abrir a casa para crianças e adolescentes é uma escolha que vai muito além das dificuldades do dia a dia.

Lauceli fala de uma vivência intensa, que mistura cansaço, rotina alterada e, ao mesmo tempo, uma sensação constante de sentido. Ela reconhece que o momento da despedida é difícil, mas diz que os vínculos criados fazem tudo valer a pena. “É cansativo, mas é o que dá sentido”, resume. No cotidiano, são os gestos simples que ficam: “A hora que a criança vem e segura na sua mão… passa toda a canseira, tudo se acalma”.

Bruna lembra que o medo de se despedir é, muitas vezes, o que impede algumas pessoas de dar o primeiro passo. Mas, para ela, esse receio não pode ser maior do que a experiência de acolher. Ela observa que todas as relações têm fim, em algum momento, e que o acolhimento apenas deixa isso mais evidente, por ser temporário desde o início. Ainda assim, destaca que o tempo vivido junto é cheio de significado. “Não deixe que o medo te impeça de amar e fazer a diferença na vida das crianças e adolescentes”, diz.

cute kid playing with wooden train side view 2026 05 09 11 55 17
Mães acolhedoras relatam a experiência no serviço Família Acolhedora e destacam a importância de outras famílias conhecerem essa forma de cuidado temporário com crianças e adolescentes afastados do convívio familiar (Foto: Freepik)

Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!

Entenda o que é o Família Acolhedora

O Serviço Família Acolhedora é uma modalidade de acolhimento destinada a crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos incompletos, que precisam ser afastados do convívio familiar devido a situações de violência ou negligência. Este serviço é uma alternativa ao acolhimento institucional, oferecendo um ambiente familiar até que a criança ou adolescente possa retornar à sua família biológica ou ser encaminhado para adoção.

Desde o início de suas atividades, em 1997, o serviço já acolheu 521 crianças e adolescentes em Campinas.

A estadia pode atingir até um ano e meio. A família acolhedora recebe uma bolsa auxílio de R$ 1.387,09 por criança, com um teto de três bolsas caso ocorra o acolhimento de mais de uma criança por família. O serviço tem capacidade para cadastrar até 30 famílias acolhedoras entre os dois serviços. Atualmente, 23 famílias estão cadastradas.

A ideia principal do projeto é minimizar os impactos do abandono, para que a criança volte a saber o que é a convivência familiar.

Logo, a criança ou adolescente passa a morar temporariamente na residência dos voluntários por um tempo determinado — ou até retornar para os pais, algum parente, ou ser adotada por outras pessoas.

front view kid holding teddy bear outdoors 2026 05 09 11 17 01
O serviço em Campinas prevê capacitação e avaliação das famílias interessadas (Foto: Freepik)

Como se tornar uma família acolhedora?

Em Campinas, os serviços são oferecidos pelo Sapeca (Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente), da Prefeitura de Campinas, e pelo ConViver, da Guardinha (Associação de Educação do Homem de Amanhã).

Veja os passos e principais requisitos podem ser conferidos a seguir:

Passos para se tornar família acolhedora:

  • As famílias interessadas podem entrar em contato com o ConViver pelos números (19) 3772-9699 ou 99368-1440, e com o Sapeca pelo número (19) 3256-6067;
  • Participar de entrevista com a equipe técnica para avaliação;
  • Caso a família permaneça interessada em participar, deverá comparecer a encontros de formação;
  • Iniciar o acolhimento.

Requisitos para participar do serviço:

  • Residir no município de Campinas
  • Ter maioridade legal
  • Ter a aceitação de todo o grupo familiar com a proposta de acolhimento
  • Não apresentar problemas psiquiátricos, de dependência de substância psicoativas e não estar respondendo processo judicial
  • Ter disponibilidade para participar do processo de habilitação e das atividades do serviço
  • Não ter interesse em adoção

Para receber a criança é necessário passar por avaliação psicológica e a avaliação assistencial, para verificar se a família tem condições de manter a rotina da criança, ainda que seja por um curto período.

FEAC e Unicamp estruturam projeto para fortalecer famílias acolhedoras

A Fundação FEAC, em parceria com o NEPP da Unicamp, está desenvolvendo um novo projeto que vai propor a implantação de um serviço de preparação das famílias acolhedoras, com foco especial no atendimento de crianças e adolescentes que chegam com possíveis traumas. A iniciativa ainda está em fase de construção e prevê articulação com o poder público e com os serviços responsáveis pela execução da política de acolhimento.

Segundo a analista de projetos Rebeca Silva, do Núcleo de Proteção Social Especial da FEAC, o trabalho faz parte de uma pesquisa já realizada em parceria com o NEPP, que reuniu experiências internacionais sobre modelos de intervenção inovadores. O objetivo agora é transformar esse estudo em uma proposta de projeto-piloto.

A iniciativa, segundo ela, busca fortalecer o preparo das famílias acolhedoras.

“Um dos pontos mais sensíveis do acolhimento familiar é oferecer apoio às famílias voluntárias que se dispõem a proporcionar o cuidado protetivo às crianças que acolhem. Estas famílias são acompanhadas por equipes psicossociais que as apoiam nas demandas que se apresentam. Nesse sentido, disponibilizar ferramentas metodológicas, baseadas em evidências, poderá contribuir para um cuidado cada vez mais qualificado e assertivo, sobretudo no caso de acolhimentos de crianças e adolescentes que vivenciaram em suas trajetórias situações traumáticas”.

O post Programa de mães acolhedoras transforma a vida de crianças afastadas da família apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.

autor de origem

Compartilhar 0 FacebookTwitterLinkedinWhatsapp
postagem anterior
Emirados Árabes derrubam novos drones iranianos; total chega a 2.265 desde fevereiro
próxima postagem
Porsche Taycan Turbo GT Manthey baixa tempo em Nürburgring e engole Xiaomi elétrico

Você também pode gostar

Nova frente fria chega esta semana e vai...

13 de maio de 2026

Caso Ypê: Anvisa adia julgamento sobre suspensão de...

13 de maio de 2026

Banco Master: veja quem são os investigados por...

13 de maio de 2026

Anvisa decide hoje se mantém suspensão da fábrica...

13 de maio de 2026

POSTS MAIS RECENTES

  • Filme de Bolsonaro recebeu financiamento de R$ 65 milhões de Vorcaro, do Caso Master
  • Boulos: mandato de Flávio Bolsonaro no Senado tem que ser cassado
  • Justiça multa advogadas que usaram IA para manipular processo
  • Alesp rejeita suspender mandato de Lucas Bove por violência de gênero
  • Programa Bolsa-Atleta 2026 abre inscrições com benefícios de até R$ 3,5 mil

Siga-nos

  • Recente
  • Popular
  • Filme de Bolsonaro recebeu financiamento de R$ 65 milhões de Vorcaro, do Caso Master

    13 de maio de 2026
  • Boulos: mandato de Flávio Bolsonaro no Senado tem que ser cassado

    13 de maio de 2026
  • Justiça multa advogadas que usaram IA para manipular processo

    13 de maio de 2026
  • Alesp rejeita suspender mandato de Lucas Bove por violência de gênero

    13 de maio de 2026
  • 1

    Assessor ⁠da Casa Branca diz que novo chair do Fed deve ser “uma pessoa independente”

    22 de janeiro de 2026
  • 2

    IPVA mais caro do Brasil custa R$ 1 milhão; veja o carro mais caro de cada estado

    20 de janeiro de 2026
  • 3

    (Des)controle discute o alcoolismo feminino e a dificuldade de pedir ajuda: “Essa história tem que ser contada”

    6 de fevereiro de 2026
  • 4

    WordPress ganha assistente de IA integrado a sites para edição e design

    18 de fevereiro de 2026

Postagens em destaque

Estúdio de GTA 6 é investigado por demissão...

13 de maio de 2026

Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico ultraconservador

13 de maio de 2026

Taxa das blusinhas pode voltar? Confira o que...

13 de maio de 2026

Ronaldo Caiado: ‘Botar e tirar’ taxa das blusinhas...

13 de maio de 2026

Câmara de Bragança Paulista aprova mudanças em alvará...

13 de maio de 2026

Leitura obrigatória

  • Filme de Bolsonaro recebeu financiamento de R$ 65 milhões de Vorcaro, do Caso Master

    13 de maio de 2026
  • Boulos: mandato de Flávio Bolsonaro no Senado tem que ser cassado

    13 de maio de 2026
  • Justiça multa advogadas que usaram IA para manipular processo

    13 de maio de 2026
  • Alesp rejeita suspender mandato de Lucas Bove por violência de gênero

    13 de maio de 2026
  • Programa Bolsa-Atleta 2026 abre inscrições com benefícios de até R$ 3,5 mil

    13 de maio de 2026

Newsletter

Posts relacionados

  • Nova frente fria chega esta semana e vai mudar o tempo de novo em SP

    13 de maio de 2026
  • Caso Ypê: Anvisa adia julgamento sobre suspensão de produtos; veja nova data

    13 de maio de 2026
  • Banco Master: veja quem são os investigados por aplicações de R$ 107 mi da previdência de Cajamar

    13 de maio de 2026
  • Anvisa decide hoje se mantém suspensão da fábrica da Ypê

    13 de maio de 2026
  • D. Pedro ganha novo trecho com faixa adicional; veja local

    13 de maio de 2026

Mais vistas da semana

Novo botnet sequestra dispositivos domésticos para vender ataques DDoS
8 de maio de 2026
O que fazer com os produtos da Ypê após suspensão da Anvisa?
8 de maio de 2026
Rubi de 11 mil quilates em Mianmar desafia lógica do mercado de pedras preciosas
8 de maio de 2026

Postagens Aleatórias

Air fryers por menos de R$230 para escolher no Magazine Luiza
2 de março de 2026
Campinas recebe carretas de capacitação com 930 vagas gratuitas em cursos profissionalizantes
21 de março de 2026
Suspeito de matar companheira a facadas em Hortolândia é preso em Vinhedo
17 de março de 2026

Categorias Populares

  • Tecnologia (3.995)
  • Política (3.028)
  • Mundo (2.803)
  • Campinas (1.361)
  • Economia (1.060)
  • Negócios (1.038)
  • Auto (774)
  • Bragança Paulista (712)
  • Esporte (429)
  • Cultura (316)

Notícias de São Paulo e do mundo, em tempo real. Cobertura completa de política, economia, mercado, cidades e assuntos que importam — com contexto e credibilidade.

Facebook Twitter Instagram Linkedin Youtube

Copyright © 2026 SampaNews. Todos os Direitos Reservados.

  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
sampanews.com
  • Home