
Um bom banho de espuma ou escalda-pés não substituem a terapia, mas sem dúvidas ajudam na sensação de bem-estar e na rotina de autocuidado depois de um dia difícil. É com essa visão mais holística sobre a saúde mental que a startup Unolife tem buscado se diferenciar de outros players do setor, como PsyMeet e Vittude.
Criada em 2020, durante a pandemia, a startup aposta em um modelo que combina terapia online e bem-estar em um único ecossistema, oferecendo consultas por R$ 79,99 em nove especialidades — de psicologia e nutrição a personal trainer e orientação financeira. E, agora, como parte da estratégia para ampliar receita, retenção e engajamento, a Unolife prepara a entrada em produtos físicos voltados ao autocuidado.
Isso inclui kits com velas aromáticas, escalda-pés, sabonetes veganos e itens para aromaterapia, pensados como uma extensão da jornada terapêutica, reforçando a proposta de ser uma plataforma de bem-estar contínuo.
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“Atualmente, nós estamos na fase de qualificação do fornecedor, para ele disponibilizar e colocarmos na plataforma para compra e consumo”, aponta Weber Stival, sócio-fundador da Unolife, em entrevista ao Startups. A expectativa é que a nova frente de produtos físicos seja lançada até julho de 2026.
A aposta faz parte da estratégia da Unolife para alcançar R$ 1 milhão em faturamento em 2026. Segundo o sócio-fundador, a meta será sustentada pelo crescimento das consultas online, pela entrada dos produtos físicos, pela ampliação do portfólio de infoprodutos, como livros digitais e cursos, além do avanço da operação no B2B.
Dentro dessa estratégia, os produtos físicos surgem como uma nova frente de monetização complementar ao negócio principal, hoje centrado nas consultas online e no modelo de assinaturas. Atualmente, a plataforma oferece sessões avulsas por R$ 79,99, mas também conta com um plano mensal de R$ 35,99, que reduz o valor por consulta para R$ 63,99 e permite ao usuário montar uma jornada mais ampla de cuidado dentro da plataforma.
“Hoje, com cerca de R$ 600 mensais, o usuário consegue montar na Unolife um combo de bem-estar que inclui diferentes especialidades, algo que dificilmente conseguiria fora da plataforma”, ressalta Weber.
Já no modelo B2B, a startup oferece soluções de saúde mental para empresas interessadas em ampliar iniciativas de bem-estar entre colaboradores, com destaque para a adequação à NR-1, norma que passou a exigir que companhias identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Nesse segmento, a Unolife oferece pacotes escalonados de acordo com o número de funcionários CLT, com valores que partem de R$ 1.280 para empresas com até 10 colaboradores, R$ 2.490 para companhias de 11 a 50 funcionários, R$ 3.450 para negócios com 51 a 200 colaboradores e R$ 4.770 para organizações com mais de 200 empregados. “Como nossa bandeira sempre foi democratizar, nós também estamos democratizando esse serviço da NR1 para empresas de pequeno e médio porte que possuem colaboradores CLT”, diz o sócio-fundador.
Entre o bootstrapping e o pré-seed
Apesar dos planos de expansão, captar recursos externos ainda não é uma prioridade imediata para a Unolife. De acordo com Weber, a startup está hoje em uma fase de tração e tem priorizado o reinvestimento da própria receita para estruturar as novas verticais do negócio, como o aplicativo, os produtos físicos e os infoprodutos. Em 2025, a empresa faturou R$ 315 mil e espera usar esse capital para consolidar a operação antes de buscar uma aceleração mais agressiva.
Isso não significa, porém, que uma rodada esteja descartada. A startup afirma estar aberta a conversar com investidores, especialmente aqueles com foco em negócios de impacto e em estágios iniciais, como pré-seed. A avaliação interna é que uma eventual captação pode acontecer quando as novas frentes estiverem mais maduras e prontas para escalar.
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