O Brasil bateu recorde em importações no mês de junho, mostram dados da Receita Federal. Foram registradas cerca de 28 milhões de encomendas de baixo valor neste período, provavelmente devido ao fim da taxa das blusinhas.
Conforme aponta a Folha de São Paulo, a quantidade de mercadorias mais que dobrou em um ano. No mesmo mês, mas em 2025, foram registradas 13 milhões de encomendas.
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As 28 milhões de encomendas somam US$ 574 milhões (R$ 2,9 bilhões, em conversão direta) em valores. O total representa um crescimento de 107% na comparação ano a ano.
A “taxa das blusinhas” é como ficou conhecido o imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 (R$ 255). A cobrança passou a valer em agosto de 2024 e era calculada diretamente nos carrinhos de compras de varejistas internacionais. Em maio deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória suspendendo o tributo.
Sem a taxa das blusinhas, apenas o ICMS (imposto estadual) incide sobre a compra, ficando em média em torno de 17%.
Popular entre consumidores, mas não com varejistas
O fim da taxa das blusinhas enfrenta resistência do setor privado, que pressiona o governo para reverter a suspensão.
Por exemplo, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) solicitou à presidência do Congresso Nacional que devolvesse a MP, alegando em nota que a mudança “gera uma concorrência desleal que destrói empregos no Brasil e sabota a economia nacional”.
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