Sem alarde, o Volkswagen Jetta GLI teve uma redução de preço no Brasil e passou a custar R$ 20.000 a menos. O sedã esportivo, que antes era comercializado por R$ 278.490, agora parte de R$ 258.490 nas concessionárias. O novo valor já consta no configurador do site oficial da marca alemã. O desconto busca ampliar a competitividade do modelo no mercado nacional.
A redução deixa o Jetta GLI em posição mais favorável diante de outros sedãs médios na faixa acima dos R$ 200.000. O Honda Civic Advanced Hybrid, por exemplo, é vendido por R$ 266.500, enquanto o Toyota Corolla na versão topo de linha Altis Premium é comercializado por R$ 210.090.
Enquanto a concorrência aposta na eficiência energética da eletrificação, a proposta do sedã da Volkswagen foca no desempenho do conjunto mecânico. O motor 2.0 turbo com injeção direta entrega 231 cv e 35,7 kgfm de torque, com comando variável na admissão e no escape. A transmissão é automatizada de dupla embreagem com sete marchas, banhada a óleo.
O conjunto leva o sedã de 0 a 100 km/h em 6,6 s, com velocidade máxima de 212 km/h. Movido apenas a gasolina, o modelo registra médias de consumo de 10,3 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada.

O acerto de chassi busca equilibrar a utilização familiar com um comportamento dinâmico esportivo. A tração é dianteira, com rodas de 18 polegadas calçadas em pneus 225/45, e os freios utilizam discos ventilados nas quatro rodas. O motorista pode alternar o comportamento do veículo por meio do seletor de modos de condução, com as opções Normal, Esporte, Eco e Individual.
Para se posicionar nessa faixa de preço, o modelo traz um pacote tecnológico completo de série. A cabine conta com painel digital de 10,25 polegadas, central multimídia com tela de 10,1 polegadas, teto solar elétrico e iluminação ambiente em LED com dez cores. A lista de equipamentos de segurança inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e assistente de saída de vaga. Com 4,74 m de comprimento e 2,68 m de entre-eixos, o sedã acomoda bem os passageiros e oferece porta-malas de 510 litros.
O futuro incerto do sedã
Apesar do ganho em competitividade gerado pelo desconto, o futuro do veículo no mercado global é incerto. A Volkswagen iniciou um processo de reestruturação focado na simplificação da produção e em uma economia equivalente a R$ 38 bilhões até 2031. Sem nova geração prevista e pressionado pela perda de espaço para os SUVs, o sedã figura entre os modelos cotados para sair de linha até 2030, segundo a imprensa alemã.
A reestruturação corporativa se estenderá por várias marcas do grupo, colocando em risco a continuidade de produtos de nicho, como SUVs cupês da Audi e até o elétrico Porsche Taycan. Para o mercado brasileiro, a matriz focará os investimentos no desenvolvimento de uma motorização híbrida, que estreará em uma picape inédita no ano que vem, além do futuro substituto nacional do Taos, a ser produzido em São Bernardo do Campo (SP).
