
A China abriu duas investigações formais sobre práticas comerciais dos Estados Unidos que, segundo Pequim, dificultam a entrada de produtos chineses no mercado americano e restringem o fluxo de bens de alta tecnologia. As informações são da agência de notícias Reuters.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) pelo Ministério do Comércio, que classificou as apurações como uma resposta “recíproca” a processos já abertos por Washington.
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As investigações devem durar até seis meses, com possibilidade de prorrogação, e vão focar medidas dos EUA que “desorganizam cadeias globais de suprimentos e produção” e “atrapalham o comércio de produtos verdes”, segundo comunicados oficiais.
Na prática, a China mira tanto as barreiras impostas a exportações chinesas quanto as restrições à venda de tecnologia americana para o país asiático.
Pequim também acusa os EUA de limitarem a exportação de produtos de energia limpa e de atrasarem a implantação de projetos de nova energia dentro do próprio território americano, o que, na visão chinesa, prejudica empresas do país que atuam nessas cadeias.
Com base nos resultados das investigações, o governo Xi Jinping promete “medidas correspondentes” para defender seus interesses.
O movimento ocorre apesar de uma trégua formal na guerra comercial, em vigor desde o encontro entre o presidente Donald Trump e Xi Jinping em outubro do ano passado.
Trump afirmou nesta semana que pretende viajar a Pequim em meados de maio, como parte de uma tentativa mais ampla de redesenhar a relação dos EUA com a Ásia-Pacífico.
Do lado americano, Washington abriu neste mês investigações sobre excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, incluindo a China, e sobre uso de trabalho forçado.
Em conversas recentes com autoridades dos EUA em Paris e nos bastidores da OMC, em Camarões, o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, voltou a criticar as medidas, mas disse que Pequim ainda está disposta a fortalecer a cooperação econômica e comercial.
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