
Os Estados Unidos vêm concentrando um volume incomum de poder aéreo no Oriente Médio nos últimos dias, à medida que as negociações para um novo acordo nuclear com o Irã seguem indefinidas.
Sites especializados em defesa apontam que dados de rastreamento de voos e comunicações de controle de tráfego aéreo indicam o deslocamento de dezenas de caças — entre eles F‑22 e F‑35 de quinta geração, além de F‑16 e F‑15E — para bases na Europa e na região.
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O movimento é visto como preparação para uma possível ofensiva contra instalações nucleares iranianas. O Comando Central dos EUA, responsável pelas operações no Oriente Médio, não comentou oficialmente o reforço.
Parte das aeronaves deslocadas é do mesmo tipo utilizado na Operação Martelo da Meia-Noite, em junho de 2025, quando bombardeiros B‑2 Spirit atingiram alvos nucleares em Fordow e Natanz, enquanto outro local em Isfahan foi atacado com mísseis Tomahawk.
Agora, caças F‑22 vindos da Virgínia fizeram escala na base britânica de Lakenheath, rota usual antes de seguir para o Oriente Médio, enquanto F‑35 da Força Aérea dos EUA e da Guarda Aérea Nacional já operam mais próximos de um possível teatro de operações.
Unidades especializadas em eliminar defesas antiaéreas também foram enviadas, reforçando a percepção de que Washington quer manter pronta uma opção de ataque rápido.
Além dos caças, cresce a presença de aeronaves de apoio, fundamentais em um cenário de conflito de alta intensidade.
Aviões de inteligência de sinais RC‑135 Rivet Joint foram reposicionados de bases no Golfo para a ilha grega de Creta, considerada menos vulnerável, enquanto aeronaves de patrulha marítima P‑8 Poseidon intensificam missões no Estreito de Ormuz, ponto crítico para o fluxo global de petróleo.
Aviões E‑3 Sentry AWACS, responsáveis por comando e controle aéreo, e E‑11 BACN, plataformas de comunicação em alta altitude, também foram enviados para a Europa e o Oriente Médio, assim como dezenas de aviões de reabastecimento em voo, que ampliam o alcance e o tempo de permanência dos caças na região.
No mar, o sinal de escalada é semelhante. O porta‑aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque operam no mar da Arábia com um esquadrão embarcado de F‑35C e F/A‑18, enquanto o USS Gerald R. Ford, que atuava no Caribe em operações contra o tráfico e na missão que capturou Nicolás Maduro, foi redirecionado para o Atlântico, a caminho do Mediterrâneo Oriental.
Os dois porta‑aviões são escoltados por navios com capacidade de defesa contra mísseis balísticos e armados com mísseis de cruzeiro Tomahawk, ampliando a capacidade de ataque dos EUA em múltiplos vetores contra alvos iranianos.
Os deslocamentos ocorrem em paralelo à pressão do governo Trump para que o Irã aceite um novo acordo nuclear que proíba o enriquecimento de urânio.
Embora o chanceler iraniano tenha afirmado recentemente que “o caminho para um acordo começou”, ainda não há, por ora, sinal concreto de entendimento.
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