Arrasada por bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial, a Mercedes-Benz superou os danos causados em suas fábricas e retomou a produção já em 1946, com os modelos W136 e W191. A década seguinte foi marcada pelos luxuosos W187/W186, o popularíssimo W120/W180 e os novos padrões de segurança do charmoso W111, destacado aqui.
Apresentado no Salão de Frankfurt de 1959, o sedã W111 se destacou pelo espaço interno, ampla área envidraçada e barbatanas traseiras, concessão do designer Karl Wilfert ao mercado norte-americano. Para vencer a resistência dos clientes mais conservadores, a Mercedes precisou enaltecer o caráter funcional das barbatanas em manobras de estacionamento.
O W111 foi o primeiro automóvel de produção em larga escala a apresentar carroceria com célula de sobrevivência, com zonas de deformação programada na dianteira e na traseira.
A elevada rigidez do monobloco contribuía também para o trabalho das suspensões independentes com braços duplos sobrepostos na frente e eixo traseiro oscilante com pivô único central. As pequenas rodas de 13 polegadas abrigavam poderosos tambores de freio com assistência a vácuo.

Pesando pouco mais de 1.300 kg, o W111 trazia motor M127 de seis cilindros em linha e 2,2 litros. Foi oferecido em três versões: 220b, 220Sb e 220SEb. O 220b usava dois carburadores de corpo simples (95 cv), o 220Sb usava dois carburadores de corpo duplo (105 cv) e o 220SEb, injeção mecânica de combustível Bosch (120 cv).
O câmbio manual de quatro marchas tinha alavanca na coluna de direção: a embreagem automática Hydrak era um opcional que permitia a troca de marchas sem a necessidade de um pedal de embreagem.

Seu desempenho era adequado para a época: a aceleração de 0 a 100 km/h era cumprida em 16 segundos pelo 220b, 15 segundos pelo 220Sb e 14 segundos para o 220SEb. Seu habitat natural eram as Autobahnen alemãs: o 220b chegava aos 160 km/h, o 220Sb aos 165 km/h e o 220SEb aos 172 km/h em razão de um diferencial com relação mais longa.
Em 1961 surge o W110, equipado com motores de quatro cilindros, a gasolina e diesel: sua frente era cerca de 14 cm mais curta e a distância entre os eixos era reduzida em 5 cm. Pouco tempo depois, vem o W112: denominado 300SE, manteve as dimensões do W111, mas acrescentou o motor M189 (3 litros e 160 cv), suspensão a ar e acabamento superior.



Desenhados por Paul Bracq, os cupês e conversíveis da linhagem W111 diferenciavam-se do Heckflosse pela traseira sem barbatanas. O 300SE LWB (Long Wheelbase) surge em 1963 com 10 cm a mais entre os eixos. O modelo 1964 recebeu freios dianteiros a disco com duplo circuito hidráulico (um para cada eixo) e pouco tempo depois a opção de direção com assistência hidráulica. Em 1965, os modelos 220 Sb e 220 SEb foram substituídos pelo novo 230 S com seu motor M180 de 2,3 litros e 120 cv.


Foram fabricados pouco menos de 973.000 unidades: os cupês e cabriolets tiveram sua produção estendida até 1971.
Ficha Técnica – Mercedes-Benz 220Sb 1961
Motor: longitudinal, 6 cil. em linha, 2.195 cm3, alimentado por dois carburadores duplos; Potência: 105 cv DIN a 5.000 rpm; torque, 17,5 kgfm a 3.500 rpm
Câmbio: manual de 4 m, tração traseira
Carroceria: fechada, 4 portas, 6 lugares
Dimensões: compr., 487 cm larg., 179 cm; alt., 150 cm; entre-eixos, 275 cm
Peso: 1.345 kg
Pneus: 6.70 – 13
