O Honda City 2027 foi flagrado novamente, desta vez totalmente exposto e sem camuflagem, revelando as modificações estéticas e mecânicas do modelo que será apresentado oficialmente no próximo dia 22 de maio. As imagens publicadas na Índia confirmam que o sedã adotará mudanças visuais concentradas na dianteira, com uma inspiração no Prelude.
A marca japonesa planeja conferir um aspecto mais agressivo ao sedã e alinhado à nova identidade visual que estreou com o Prelude. Essa movimentação busca reposicionar o veículo perante rivais como o Volkswagen Virtus, o Hyundai HB20S e o Chevrolet Onix Plus.
A porção frontal do sedã exibe inspiração nas linhas do cupê Prelude, com um balanço dianteiro mais projetado. O logotipo da montadora foi deslocado da grade para a seção superior, posicionado em um pequeno espaço logo abaixo do capô. A grade central adota padrão em colmeia e traz um filete luminoso integrado aos faróis full led (algo confirmado pelo teaser divulgado pela Honda), que ganharam formato mais pontiagudo e integrado ao conjunto.
Nas laterais, as portas e o formato das janelas foram mantidos, alterando apenas o desenho das rodas de 16 polegadas, que recebem acabamento diamantado ou pintura escura conforme a versão. Na traseira, os designers incluíram um para-choque mais saliente e lanternas com lentes translúcidas. O novo desenho dos para-choques amplia o comprimento total de 4,54 m para cerca de 4,57 m (três centímetros a mais), mantendo a largura de 1,74 m e a altura de 1,47 m.
Na cabine, as alterações focam em novos padrões de acabamento e na expansão de itens de conectividade e conforto. O painel recebe uma central multimídia com tela ampliada de 10,25 polegadas e sistema de iluminação ambiente interna. O console central foi redesenhado para abrigar comandos atualizados, incluindo assentos dianteiros com ventilação e um sistema de câmeras com visão de 360 graus para auxílio em manobras.

Os bancos ganham novas texturas de revestimento nas versões intermediárias e de topo. A plataforma estrutural não sofreu modificações, preservando a habitabilidade interna e o entre-eixos de 2,60 m. O compartimento de bagagem mantém a capacidade de 519 litros. Este volume supera o espaço oferecido por sedãs de categorias superiores, como o Toyota Corolla, que dispõe de 470 litros de capacidade no porta-malas.
Como é apenas uma reestilização, o sedã manterá a motorização. O motor 1.5 aspirado de quatro cilindros com injeção direta gera 126 cv a 6.200 rpm, operando com os mesmos números tanto com etanol quanto com gasolina. O torque máximo é de 15,8 kgfm com o combustível vegetal e 15,5 kgfm com o derivado de petróleo, atingidos a 4.600 rpm. O gerenciamento é feito pela transmissão automática do tipo CVT, que simula sete marchas.
A gama de versões passará por um incremento de equipamentos desde a opção de entrada LX. A configuração mais barata deverá receber chave presencial e partida por botão em substituição aos comandos manuais da linha anterior. No quesito segurança, o pacote de assistência Honda Sensing, com controle de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência, continua como o principal argumento perante os rivais.
Como o carro também está em testes no Brasil, o lançamento não deverá demorar, com a expectativa de que a chegada das primeiras unidades do modelo atualizado às concessionárias brasileiras aconteça no segundo semestre de 2026. Até o momento, apenas a configuração sedã foi avistada em testes de rodagem no país, sinalizando prioridade no desenvolvimento local da carroceria de três volumes. O sistema híbrido e:HEV flex não será oferecido neste modelo, ficando restrito ao utilitário esportivo HR-V a partir de 2028.
Os preços praticados atualmente no mercado nacional variam entre R$ 117.500 e R$ 153.200.
