Um porteiro denunciou ter sido vítima de racismo dentro de uma escola particular no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, no fim de dezembro de 2025. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirma que foi alvo de ofensas racistas feitas por três alunos do ensino médio após chamar a atenção dos adolescentes por estarem fora da escola sem supervisão.
De acordo com o relato, os estudantes estavam no local para realizar provas de recuperação e passaram a “brincar” em frente à unidade, entrando e saindo pelo portão sem acompanhamento de monitores. Ao orientar que retornassem para o interior da escola, o funcionário teria sido ofendido verbalmente com expressões como “macaco” e “sub-raça”.
Ainda conforme o registro policial, feito no dia 23 de dezembro, o porteiro procurou a direção da escola para relatar o ocorrido, mas afirma que não houve providências imediatas.
Demissão
Segundo ele, a resposta foi de que a coordenação entraria em contato nos dias seguintes. Dois dias depois, o funcionário foi comunicado sobre a rescisão do contrato de trabalho, sem explicações detalhadas.
Abalado emocionalmente, o porteiro deixou o local e registrou a ocorrência no 7º Distrito Policial de Campinas e será investigado.
Fui chamar atenção deles, pois eles estavam fazendo baderna. Eles entraram no banheiro e começou a gritaria e eu chamando atenção. Aí ele chegou e falou “eu pago seu salário, sua sub-raça, seu negro sujo, macaco”. Aquilo para mim foi um choque. Naquele momento me senti constrangido.
Procurei a diretoria da escola, mas eles não me deram respaldo nenhum e me demitiram logo depois. Você se sente frágil, impotente com essa situação ridícula.
Denúncias de racismo crescem em SP
Dados do Disque 100, canal do governo federal para denúncias de violações de direitos humanos, mostram aumento nas notificações de racismo no estado de São Paulo. Em 2024, foram registradas 905 denúncias. Já em 2025, o número subiu para 1.088, um aumento de cerca de 20%.
Além do Disque 100, casos de racismo também podem ser denunciados diretamente à Polícia Militar, pelo telefone 190, ou à Polícia Civil, por meio do registro de boletim de ocorrência em delegacias ou pela internet.
O Grupo EP procurou a escola citada no boletim de ocorrência, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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